Cinco Razões Para Ter e Cinco Para Não Ter um Programa de Fidelidade

Cinco Razões Para Ter e Cinco Para Não Ter um Programa de Fidelidade

Por Fernando Pierry

Antes de pensar em ter um Programa de Fidelidade, saiba para que eles servem e para que não servem.

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Quando a coisa parece óbvia demais, geralmente não é nada óbvia. Esse é o caso quando se pensa em Programas de Fidelidade. Apesar do nome, eles não têm o poder mágico de ‘fidelizar’ clientes. Na verdade, nós da PRG BRASIL evitamos usar esse verbo, apesar de ele existir até no dicionário com o sentido de “tornar (um cliente) fiel a um produto, marca, serviço etc.

Em nossa humilde opinião ninguém pode fazer o milagre de tornar o cliente fiel. Quem resolve permanecer fiel é o cliente. E o melhor que um Programa pode fazer é incentivá-lo a adotar esse comportamento.

Partindo dessa premissa, vamos alinhar as principais razões para fazer (e para não fazer) um Programa de Fidelidade.

Vamos começar pelas razões que não se sustentam e dificilmente justificarão a criação desses Programas:

 

  1. Porque os concorrentes já fazem.
  2. Para fazer o papel de descontos.
  3. Para oferecer ‘vantagens’ de parceiros.
  4. Para envolver os clientes em um jogo.
  5. Para tirar o foco dos produtos e serviços e atrair os clientes aos prêmios do Programa.

 

Os Programas devem servir a uma estratégia específica para cada empresa. Assim, eles precisam estar totalmente alinhados com objetivos de negócio da empresa patrocinadora. Claramente, as ‘razões’ acima não servem a nenhum objetivo de negócio claro e dificilmente justificariam o custo do Programa.

Agora vamos ver as boas e válidas razões para investir em Programas de Fidelidade:

 

  1. Incentivar clientes a concentrar compras na marca e usar mais produtos.
  2. Tirar o foco de discussões de preços, descontos e prazos.
  3. Agregar serviços aos produtos, de maneira natural e com regras claras.
  4. Para engajar os clientes em diálogo e entender melhor suas preferências e necessidades.
  5. Para incentivar comportamentos que tragam mais benefícios e melhor experiência ao cliente.

 

Um ponto em comum de todas as razões acima é que todas elas são focadas em beneficiar a relação com o cliente e, no fim das contas, beneficiar o cliente.

E quando o cliente ganha, cria mais confiança na empresa, decide permanecer fiel, concentrar compras, experimentar mais produtos da marca, dialogar mais. Um programa bem desenhado e bem gerenciado gera ciclos virtuosos de negócios.